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sábado, 6 de setembro de 2014

Meu mordomo Jarvis

Pode-se dizer que sou um garoto de sorte, porque tenho meu mordomo Jarvis. Na verdade Jarvis é mais que meu mordomo, ele é meu amigo. Desses de verdade, que não importa o que você faça, ele sempre lhe perdoa.

Outro dia mesmo, eu gritei com ele, pouco antes de derrubar com um violento tapa, a bandeja que ele utilizava para carregar o jarro com meu suco de laranja. Em minha defesa, ele havia usado água comum no lugar da Aurum 79. Qualquer um teria perdido a paciência, certo?

Mas Jarvis é um doce, não há como não se encantar com ele. Sua dedicação e lealdade são de partir o coração. Ao auge de seus 83 anos, ele demonstra disposição para ficar até tarde me ajudando na lição de casa, ou passar horas a finco na cozinha, preparando os mais diversos e deliciosos pratos que alguém poderia desejar.

 Jarvis é muito dedicado e me mima de formas inimagináveis. Outro dia ele se deitou em uma poça de lama, para que eu pudesse caminhar pela calçada, sem sujar meus caros calçados. Jarvis seu bobo, eu poderia ter dado a volta.

Ele cuida de mim, lava minhas roupas, de noite me conta histórias e me cobre com uma coberta quentinha. Jarvis é perfeito. Não preciso de mais ninguém. Que outra pessoa ficaria acordado 24 horas, apenas para ficar a disposição de todas as minhas necessidades.

Jarvis só tem um único problema. Ele acha que sabe das coisas. Vive inventando histórias doidas e chatas. As vezes ele age como se eu não fosse muito rico, ou inteligente.

Você não acreditaria na petulância que ele teve em me dizer. "Jovem mestre, eu sou um fruto de sua imaginação. Uma tentativa de sua mente, em resistir ao fato de você ser órfão e morar debaixo de um viaduto."

Jarvis bobo, até parece que eu iria querer morar em um mundo onde eu passo fome e não tenho ninguém. Tenho muito a ensinar a Jarvis ainda.

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